
Todos os anos, o meu travesseiro vai pra barriga.
Eu não tenho barbas brancas, não sou velhinho e muito menos sou bom, mas sempre sou eu o Papai Noel na firma.
Tudo começou numa festa de fim de ano, quando eu fui literalmente um amigo secreto. Fui vestido de Papai Noel.
A minha intenção era tomar todas as doses de uísque, sem comprometer a minha imagem junto à diretoria.
O meu anonimato não colou, porque só estava faltando eu na festa de fim de ano.
No ano seguinte eu fui intimado a ir de trenó.
Troquei as doses de uísque por longas sessões fotográficas, com aquelas roupas polares.
Tentando inspirar calor humano, eu passo um calor desumano.
Normalmente, nem espero a festa acabar. Eu acabo antes.
Para ser um bom Papai Noel, tudo o que a gente precisa é ter um saco enorme.
Escrito por MORFINO às 11h37
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